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  • Ramon Costa

TikTok como nova ferramenta de EAD


No começo de junho, mais um brasileiro viralizou no TikTok com um vídeo de dancinha. A música: Dança da mãozinha, do Tchakabum. O tema: candidíase. O ginecologista Norberto Maffei, do interior do Paraná, fez a dança da candidíase e teve mais de um milhão de visualizações. Na tela, os sintomas “Coça demais!” “Corrimento” “Ardência pra urinar” e no final um tranquilizador “Calma! É fácil de tratar” e obviamente, “Procure seu médico”. A também ginecologista Fabiana Telles teve 12,6 milhões de views com um vídeo ensinando a colocar o copinho menstrual.

E que tal 1,3 milhão de views com… dicas de matemática? Sandro Curió hackeia a tabuada do 9, ensina multiplicação, análise combinatória, logaritmos e recebe comentários como “Queria ter tido esse professor no ensino médio. Eu ia gabaritar todas as provas de matemática” e “cara, não gostava de matemática. Agora eu estou gostando”. Ou o professor de português Alexandre Domingues com 1 milhão de views em um vídeo mostrando uma dúvida que franze a testa de muito brasileiro: sobrancelha ou sombrancelha? Uma mão na roda pra quem está sem aulas nesse ano e talvez tenha de encarar o Enem ainda em 2020.

Microaprendizado

De olho nesse movimento, o próprio TikTok, que se define como o principal destino para criação e consumo de vídeos curtos, deve lançar em breve uma iniciativa para estimular a produção de conteúdo educativo a partir de universidades e escolas. A ideia é contratar e remunerar centenas de especialistas para produzir conteúdo — e inclusive apresentado por celebridades. A ideia surgiu a partir dos nada menos de 7 bilhões de visualizações da hashtag #LearnOnTikTok.

Por aqui, a hashtag #AprendaNoTikTok tem mais de 100 milhões de views, e tem todo o tipo de conteúdo: fazer desenhos, letterings, decoração e até um inesquecível ovo pochê na airfryer feito por essa autora (meu primeiro hit, com 50 mil views e uma gema mole demais). A #AprendiNaQuarentena já tem 10 milhões de visualizações. A ideia é aquela que sustenta a internet e as redes sociais desde que tudo era mato: “eu amo isso aqui e quero dividir com você”. Mas o TikTok trouxe dinamismo e um público ansioso pra aprender de um jeito que encanta: 41% dos usuários têm entre 16 e 24 anos.


As causas sociais também têm no TikTok um espaço pra educar. O instituto Plano de Menina, identificou durante a pandemia que as meninas vêm sofrendo com a solidão, a baixa auto-estima e as situações de estresse e agressão dentro de casa. Junto com o TikTok e a rapper MC Soffia, foram lançados um challenge, o #EuLigoPraEla e lives educativas, convidando as meninas a perceberam essas situações em seus grupos de amigas. Resultado: 15 milhões de views em uma semana e 3500 vídeos divulgando o 180 e a importância de ficarmos próximas das amigas no isolamento.

E a sua marca com isso?

Na Índia, a Dettol, uma marca de produtos antibacterianos, criou o desafio #HandWashChallenge, pra mostrar como lavar bem as mãos pode reduzir a incidência de coronavírus. A mistura de simplicidade no challenge, fit com a marca e ensinamento rendeu 123,5 bilhões de visualizações na ferramenta.

Por aqui, o banco Santander entendeu a oportunidade e saiu na frente pra conversar com jovens no TikTok. Entre desafios para pensar no futuro e esquetes de humor, os conteúdos trazem ensinamentos e dicas para se concentrar nos estudos e cuidar do dinheiro.

A utilidade e o encantamento andam juntos na criação. A sua marca precisa dar algo em troca da atenção.


Ouça, ensine, entregue, ajude, resolva. Essa é a essência do conteúdo relevante.


A troca é justa: eu te dou atenção, desde que você seja verdadeiramente útil. Se a forma e linguagem trouxerem uma ingrediente mágico (vale humor, dancinha, referências pop uma mistura inusitada ou uma dose de emoção), o match do hit está feito: utilidade com encantamento. Sua marca tem algo pra ensinar — uma sacada, uma dica de finanças, uma receita de ovo pochê?

O TikTok pode ser o seu lugar.





Por: Larissa Magrisso

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